Li recentemente uma matéria da CNBC que reforça um movimento que, para quem vive a operação na pele, já era bastante claro: os restaurantes estão assumindo o protagonismo nos shoppings e centros comerciais.

Nomes como Eataly e The Cheesecake Factory têm puxado essa frente nos Estados Unidos, com números impressionantes de atração de público. Mas a questão central não está no tamanho da operação – e sim no seu papel estratégico dentro do ecossistema do consumo.

Em projetos que conduzi nos últimos anos, desde a expansão da Mamma Jamma até o desenvolvimento do novo centro de entretenimento LOOF, a gastronomia sempre foi mais do que um “serviço de apoio”. Ela era o ponto de encontro, o motivo da visita, o coração pulsante do espaço.

O que estamos vendo agora é o mercado assumindo isso de maneira mais consciente:

restaurantes que se comportam como marcas, criam comunidade e prolongam a permanência das pessoas.

O restaurante deixou de ser apoio e virou destino. Na visão de Marcello Poltronieri, fundador da Poltro Consulting, centros comerciais que entenderem o valor estratégico da gastronomia sairão na frente na reinvenção do varejo físico.

E por que isso importa?

Porque estamos vivendo um momento em que os shoppings precisam se reinventar. O varejo tradicional perdeu exclusividade. O digital é concorrente direto. E a experiência se tornou o diferencial definitivo. Nesse cenário, um bom restaurante não é apenas onde você come – é onde você começa (e termina) o seu passeio.

A boa notícia? No Brasil, temos talento, criatividade e público para fazer disso uma força. Mas é preciso mudar o olhar: parar de pensar restaurante como “ocupação” e começar a tratá-lo como destino estratégico.

Como consultoria, temos apoiado operações que querem liderar esse movimento. O mercado está pronto. A pergunta é: você está?

Poltro na Mídia

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